Quebrando as 9 maiores críticas ao Bitcoin

Durante a história do bitcoin diversos mitos e críticas surgiram, desafiando o potencial deste ativo tecnológico. Neste artigo iremos acabar com 9 destas críticas.

Quebrando as 9 maiores críticas ao Bitcoin

Introdução

No turbilhão financeiro do século XXI, o Bitcoin emergiu como uma força disruptiva e uma nova classe de ativos, desafiando as convenções do sistema monetário tradicional.

Desde a sua criação em 2009, tem sido objeto de intenso escrutínio, debate e, em alguns casos, ceticismo. As críticas ao Bitcoin variam desde preocupações com sua volatilidade até dúvidas sobre sua utilidade e potencial de adoção em massa.

No entanto, ao longo dos anos, o Bitcoin não apenas sobreviveu a esses questionamentos, mas também prosperou, alcançando marcos significativos de valorização e aceitação.

Recentemente, a Fidelity Digital Assets publicou um paper abordando os 9 principais criticismos ao bitcoin e decidimos aprofundar ainda mais no material que eles publicaram.

Portanto, este artigo explora as nove críticas mais persistentes ao Bitcoin, desvendando os mitos e mal-entendidos, ao mesmo tempo em que destaca os argumentos e desenvolvimentos que reforçam a resiliência e o valor intrínseco desta criptomoeda pioneira.

1. "Bitcoin é volátil demais para uma reserva de valor"

O Bitcoin é muitas vezes descartado como uma reserva de valor devido à sua alta volatilidade. Esta característica é vista por muitos como um obstáculo significativo que impede o Bitcoin de se estabelecer como uma reserva de valor confiável, uma propriedade tradicionalmente associada a ativos como o ouro.

A preocupação central é que a volatilidade intrínseca do Bitcoin possa minar sua função como um depósito seguro de capital, dificultando sua previsibilidade e confiabilidade como um ativo de investimento.

No entanto, essa volatilidade não é um subproduto aleatório ou uma falha de design; pelo contrário, ela é uma consequência direta da oferta fixa e inelástica do Bitcoin. A quantidade de Bitcoin que pode existir é limitada a aproximadamente 21 milhões de unidades, uma política que é imutável e inscrita em seu código.

Esta oferta limitada é uma resposta deliberada à inflação desenfreada e à manipulação monetária possível em sistemas fiduciários controlados centralmente. Ao contrário das moedas tradicionais, cuja oferta pode ser aumentada a qualquer momento pelas autoridades monetárias, a oferta de Bitcoin é predeterminada, criando uma escassez artificial que é fundamental para seu valor.

A história do Bitcoin mostra uma tendência de diminuição da volatilidade à medida que o mercado amadurece. À medida que mais investidores e instituições reconhecem o Bitcoin como uma classe de ativos legítima e diversificam suas carteiras para incluí-lo, a adoção aumenta, o que, por sua vez, tem um efeito estabilizador sobre o preço.

Esta maturação do mercado é acompanhada por uma compreensão mais profunda dos investidores sobre o que o Bitcoin representa e como ele se encaixa em uma estratégia de investimento a longo prazo.

Além disso, a volatilidade do Bitcoin deve ser contextualizada; é uma característica comum de ativos emergentes que estão em processo de aceitação no mercado mainstream como reserva de valor. O ouro, por exemplo, também experimentou períodos significativos de volatilidade à medida que evoluía para o status de refúgio seguro.

2. "Bitcoin não é utilizado como meio de pagamento"

O Bitcoin, desde sua concepção, tem sido objeto de intenso debate e escrutínio, particularmente em relação à sua funcionalidade como sistema de pagamento. As críticas frequentemente apontam para a capacidade relativamente baixa de processamento de transações e os custos associados, que, segundo alguns, limitariam sua utilidade para transações cotidianas e micropagamentos.

Essa visão sugere que o Bitcoin não pode servir efetivamente como um meio de troca para as necessidades diárias devido a essas limitações percebidas.

No entanto, é crucial entender que o design do Bitcoin é fundamentado em uma série de trade-offs estratégicos. A arquitetura da rede foi intencionalmente construída para favorecer a descentralização e a segurança.

Essas são as qualidades que diferenciam o Bitcoin de sistemas monetários convencionais e são vitais para sua proposta de valor como uma moeda independente de autoridades centrais. A descentralização assegura que nenhum ente único tem controle sobre a rede, enquanto a segurança é garantida por meio de um consenso distribuído e prova de trabalho, protegendo a integridade e a imutabilidade do blockchain do Bitcoin.

A rede Bitcoin é otimizada para processar transações de alto valor, oferecendo garantias robustas de liquidação que são incomparáveis por sistemas de pagamento tradicionais. Esta característica torna o Bitcoin particularmente atraente para transações que não são bem atendidas por sistemas bancários ou de pagamento eletrônico, como transferências internacionais de grande valor, onde a segurança e a irreversibilidade são de suma importância.

Para abordar as limitações de capacidade e custo para transações menores, a comunidade Bitcoin desenvolveu soluções de segunda camada, como a Lightning Network.

Esta tecnologia inovadora opera em cima da blockchain do Bitcoin e permite transações quase instantâneas com taxas extremamente baixas. A Lightning Network utiliza canais de pagamento que minimizam a necessidade de registrar cada transação individualmente na blockchain, reduzindo a carga na rede principal e permitindo que o Bitcoin escale para atender a um volume muito maior de transações.

A Lightning Network é um exemplo de como a inovação contínua está permitindo que o Bitcoin evolua além de suas limitações iniciais.

Ao possibilitar pagamentos rápidos e de baixo custo, ela mantém as propriedades fundamentais de segurança e descentralização do Bitcoin, ao mesmo tempo em que abre novos caminhos para sua utilização em transações do dia a dia.

Isso demonstra a adaptabilidade do Bitcoin e sua capacidade de atender a uma gama diversificada de necessidades financeiras.

3. "Bitcoin é prejudicial ao meio ambiente"

A atividade de mineração de Bitcoin tem sido frequentemente colocada sob questão devido ao seu substancial consumo de energia, levantando questões e preocupações sobre as implicações ambientais dessa demanda energética.

A imagem que muitas vezes emerge é uma de enormes fazendas de mineração consumindo eletricidade em níveis que rivalizam com pequenos países, o que, à primeira vista, pode parecer uma ameaça à sustentabilidade ambiental.

No entanto, essa narrativa não leva em conta a complexidade e a dinâmica do ecossistema de mineração de Bitcoin. Uma quantidade significativa da energia utilizada para a mineração de Bitcoin vem de fontes renováveis.

Isso é em parte devido à natureza da mineração, que busca constantemente a eficiência energética e custos mais baixos, levando mineradores a se estabelecerem em regiões onde a energia renovável é abundante e mais acessível.

Além disso, muitas operações de mineração estão aproveitando o excesso de energia que, se não fosse pela mineração de Bitcoin, seria desperdiçado. Por exemplo, o gás natural que seria queimado (flaring) em operações de petróleo e gás está sendo cada vez mais utilizado para gerar eletricidade para a mineração de bitcoin, convertendo um subproduto potencialmente poluente em uma fonte de energia útil.

Inclusive, já abordamos estas questões ambientais do Bitcoin no relatório abaixo:

Bitcoin, um ativo ESG: Aspectos energéticos, sociais e tecnológicos.
A temática da sustentabilidade tem sido fortemente direcionada à mineração de bitcoin, mas o que poucos sabem é que esta é uma das indústrias mais ESG que existem.

O consumo de energia do Bitcoin também é intrinsecamente ligado à sua segurança e à manutenção de sua imutabilidade. O processo de mineração envolve a validação de transações e a adição de novos blocos à blockchain, um trabalho computacional intensivo que protege a rede contra ataques e fraudes. Esta segurança é o que permite ao Bitcoin operar como uma rede monetária global descentralizada, sem a necessidade de intermediários confiáveis.

Quando comparado ao sistema financeiro tradicional, com suas múltiplas camadas de infraestrutura, desde bancos a caixas eletrônicos e redes de cartões de crédito, o Bitcoin pode ser visto sob uma luz diferente.

O sistema financeiro convencional possui uma pegada de carbono considerável, muitas vezes subestimada, que inclui não apenas o consumo de energia dos data centers, mas também o de agências bancárias, transporte de dinheiro físico e os sistemas de suporte que mantêm as operações diárias.

Em contraste, o Bitcoin oferece uma alternativa mais enxuta e potencialmente menos poluente para uma rede monetária global.

Iniciativas inovadoras estão em andamento para mitigar ainda mais o impacto ambiental da mineração de Bitcoin. Além do uso de energia excedente, há um movimento crescente dentro da comunidade de mineração para melhorar a transparência e promover práticas mais sustentáveis. Isso inclui esforços para melhorar a eficiência energética dos equipamentos de mineração e a busca por soluções de energia renovável e de baixo carbono.

4. "Um novo Bitcoin poderá surgir"

A ascensão de novas criptomoedas, cada uma contendo uma variedade de inovações tecnológicas e melhorias de eficiência, tem alimentado um debate contínuo sobre a possibilidade de uma dessas novas entradas destronar o Bitcoin de sua posição de preeminência. A preocupação é que, à medida que a tecnologia blockchain evolui, o Bitcoin possa ser superado por alternativas mais avançadas tecnicamente, que oferecem maior velocidade, menor custo e recursos aprimorados.

No entanto, o Bitcoin possui uma série de vantagens estruturais que solidificam sua posição como a principal criptomoeda. A vantagem de rede do Bitcoin — um fenômeno pelo qual o valor de um serviço aumenta com o número de seus usuários — é um fator crítico que sustenta sua posição dominante.

A vasta e diversificada base de usuários do Bitcoin, que vai desde investidores individuais até instituições financeiras e empresas, cria um efeito de rede robusto que é desafiador para novos competidores superarem.

Além disso, a segurança do Bitcoin tem sido comprovada ao longo do tempo. A blockchain do Bitcoin, protegida por uma quantidade significativa de poder computacional distribuído globalmente, tem resistido a ataques e tentativas de fraude ao longo de sua existência. Esta segurança comprovada é um dos principais atrativos do Bitcoin e é resultado de mais de uma década de operação contínua e desenvolvimento técnico.

A posição pioneira do Bitcoin como a primeira criptomoeda também contribui para sua resiliência. Ele estabeleceu um padrão de mercado e acumulou uma marca reconhecível que transcende o espaço das criptomoedas. A familiaridade e confiança que muitos têm no Bitcoin não podem ser facilmente replicadas ou substituídas por novos entrantes, independentemente de suas vantagens tecnológicas.

Embora o surgimento de novas criptomoedas seja um testemunho da natureza inovadora e dinâmica do setor, a realidade é que o Bitcoin continua a desfrutar de uma combinação única de vantagem de rede, segurança comprovada e reconhecimento de marca. Estes fatores coletivamente formam uma barreira substancial que protege o Bitcoin contra a substituição por novas criptomoedas.

5. "Bitcoin não possui lastro"

A ausência de um lastro físico no Bitcoin frequentemente incita debates sobre seu valor intrínseco. Tradicionalmente, moedas e ativos financeiros têm sido avaliados pela sua ligação direta a commodities tangíveis ou pela promessa de troca por bens e serviços.

O Bitcoin desafia essa noção convencional, pois não está atrelado a ativos físicos como o ouro ou a prata, nem é respaldado por uma entidade governamental. Essa característica leva alguns a questionar a base de seu valor.

No entanto, o valor do Bitcoin é fundamentado em um conjunto de propriedades distintas que são inerentemente valiosas no contexto da economia digital moderna. Uma das características mais cruciais do Bitcoin é sua escassez programada.

O protocolo do Bitcoin estipula que apenas 21 milhões de bitcoins podem ser criados, o que imita a escassez encontrada em recursos naturais valiosos. Essa escassez digital é reforçada por um processo de "halving" que reduz pela metade a recompensa por mineração a cada quatro anos, diminuindo a taxa de emissão de novos bitcoins e promovendo a apreciação do valor ao longo do tempo.

Além disso, a divisibilidade do Bitcoin permite que ele seja fracionado em unidades menores, conhecidas como satoshis, o que facilita transações de qualquer tamanho e torna a moeda acessível a uma ampla gama de participantes. A portabilidade do Bitcoin também é notável; ele pode ser enviado e recebido em qualquer lugar do mundo com acesso à internet, sem a necessidade de intermediários financeiros. Esta característica o torna extremamente conveniente em uma economia globalizada.

Outro aspecto fundamental do valor do Bitcoin é sua resistência à censura. Diferentemente das moedas fiduciárias, que podem ser controladas, congeladas ou confiscadas por entidades governamentais, o Bitcoin opera em uma rede descentralizada que está além do controle de qualquer único ator ou instituição. Esta resistência oferece uma garantia de liberdade econômica que é altamente valorizada, especialmente em regiões onde a liberdade financeira é limitada.

Essas propriedades — escassez, divisibilidade, portabilidade e resistência à censura — constituem o que pode ser considerado um "lastro não físico" do Bitcoin. Elas fornecem uma base de valor que é menos tangível, mas não menos real, refletindo as necessidades e os valores de uma sociedade cada vez mais digital e interconectada.

6. "Um bug no código pode destruir o Bitcoin"

A preocupação com a possibilidade de um bug no código do Bitcoin comprometer toda a rede e, por extensão, afetar o valor da moeda é um ponto de discussão recorrente entre críticos e observadores. Afinal, como uma entidade puramente digital que existe graças à integridade de seu código, o Bitcoin poderia, teoricamente, ser vulnerável a falhas de programação.

Contudo, a realidade operacional do Bitcoin é bastante robusta, graças à sua arquitetura descentralizada e ao envolvimento de uma comunidade global de desenvolvedores.

Esses desenvolvedores dedicam-se não apenas à manutenção do código, mas também à sua constante revisão e aprimoramento. O código-fonte do Bitcoin é aberto, o que significa que qualquer pessoa no mundo pode examiná-lo, testá-lo e sugerir melhorias. Este é um processo contínuo de auditoria coletiva que ajuda a garantir a segurança e a estabilidade da rede.

Além disso, o protocolo do Bitcoin é baseado em um processo de consenso distribuído, onde mudanças significativas no código só podem ser implementadas com a aprovação da maioria dos participantes da rede. Isso inclui mineradores, desenvolvedores, e usuários que executam nós completos.

A história do Bitcoin até o momento demonstra uma notável capacidade de recuperação. Embora tenham ocorrido bugs e vulnerabilidades no passado, a comunidade do Bitcoin respondeu prontamente para corrigi-los. Em casos raros onde problemas mais sérios foram identificados, a rede foi capaz de se reorganizar rapidamente para resolver essas questões sem perdas significativas para os usuários.

É importante notar que, em um cenário hipotético onde um bug grave fosse descoberto, a rede do Bitcoin poderia ser pausada e um "fork" poderia ser implementado para reverter os efeitos do bug. Embora isso possa parecer uma medida drástica, é uma opção disponível que já foi utilizada com sucesso em outras criptomoedas para corrigir vulnerabilidades críticas.

7. "A regulação poderá atrasar a adoção do bitcoin"

A perspectiva de regulamentações governamentais mais rigorosas é frequentemente citada como uma ameaça potencial ao crescimento e à adoção do Bitcoin.

Regulações restritivas, de fato, têm o potencial de criar obstáculos para a adoção do Bitcoin, especialmente se elas forem projetadas de maneira a limitar severamente as transações ou a posse de criptomoedas. Tais medidas poderiam desencorajar novos usuários e investidores, impactando a liquidez e a utilidade do Bitcoin como uma moeda digital.

No entanto, a regulação não é necessariamente um fator negativo para o Bitcoin ou para o ecossistema de criptomoedas em geral. Regulamentações claras e bem-concebidas podem, paradoxalmente, servir para legitimar o Bitcoin e outras criptomoedas, trazendo maior estabilidade e confiança ao mercado.

Isso pode ser particularmente atraente para investidores institucionais, que muitas vezes são cautelosos em entrar em mercados que consideram ser juridicamente incertos ou não regulamentados.

Além disso, a implementação de regulamentações pode ajudar a proteger os consumidores contra fraudes e práticas desonestas, aumentando a confiança no uso do Bitcoin como um meio de transação e investimento. Isso pode levar a uma adoção mais ampla ao garantir que os participantes do mercado operem sob um conjunto de regras transparentes e justas.

É também importante reconhecer que o Bitcoin foi projetado com um grau de resistência à censura, o que significa que, enquanto as regulamentações podem influenciar como e onde o Bitcoin é usado, é improvável que elas possam erradicar completamente sua existência ou uso. A natureza descentralizada do Bitcoin permite que ele opere além das fronteiras nacionais, o que pode limitar a eficácia de medidas regulatórias restritivas em uma escala global.

8. "As pessoas podem perder o interesse em Bitcoin"

A possibilidade de um declínio no interesse pelo Bitcoin é uma consideração que não pode ser completamente descartada em qualquer análise de mercado.

Como acontece com qualquer ativo, a demanda é impulsionada por uma variedade de fatores, incluindo percepção pública, utilidade e confiança na sua estabilidade e crescimento a longo prazo. Se o interesse pelo Bitcoin diminuísse, isso poderia, teoricamente, levar a uma redução em seu valor e adoção.

No entanto, a trajetória do Bitcoin até o momento sugere uma tendência de crescimento contínuo em termos de aceitação e integração. O Bitcoin tem se estabelecido progressivamente como uma nova classe de ativos, atraindo o interesse de investidores de varejo e institucionais.

A crescente infraestrutura em torno do Bitcoin, incluindo plataformas de negociação, serviços de custódia e uma variedade de instrumentos financeiros, como futuros e fundos negociados em bolsa (ETFs), está facilitando sua adoção e tornando-o mais acessível a um público mais amplo.

Além disso, o Bitcoin está se tornando cada vez mais integrado aos sistemas financeiros globais. Vários países estão explorando ou já implementaram mecanismos que permitem transações em Bitcoin, e algumas empresas estão começando a aceitá-lo como forma de pagamento. Isso não apenas aumenta sua utilidade, mas também reforça sua legitimidade como uma forma de dinheiro digital.

A narrativa em torno do Bitcoin também está evoluindo. Não é mais visto apenas como uma moeda especulativa, mas também como um possível hedge contra a inflação e uma "reserva de valor" em tempos de incerteza econômica. Essa percepção é reforçada pela política monetária de muitos bancos centrais, que têm impresso quantidades significativas de moeda fiduciária, levando a preocupações sobre desvalorização monetária e inflação.

9. "Há inúmeros fatores desconhecidos no futuro do Bitcoin"

A natureza inovadora e disruptiva do Bitcoin, como com qualquer tecnologia emergente, traz consigo a possibilidade de riscos imprevistos e desconhecidos que poderiam impactar adversamente seu valor e adoção.

Estes riscos podem assumir várias formas, incluindo falhas técnicas, vulnerabilidades de segurança não descobertas, mudanças regulatórias abruptas ou até mesmo mudanças no cenário econômico global que afetam a percepção do valor do Bitcoin.

No entanto, a estrutura do Bitcoin oferece mecanismos de defesa contra tais incertezas. Sua rede descentralizada é uma das suas maiores forças. Ao distribuir a operação e a manutenção da rede entre um grande número de nós independentes, o Bitcoin é capaz de oferecer um nível de resiliência que muitos sistemas centralizados não conseguem.

Em uma rede descentralizada, o impacto de qualquer ponto único de falha é significativamente reduzido, e a rede como um todo pode continuar a operar mesmo se partes dela forem comprometidas.

Além disso, o desenvolvimento do software Bitcoin é realizado de maneira aberta e colaborativa. O código-fonte é acessível a todos, permitindo que desenvolvedores de todo o mundo revisem, testem e contribuam para o seu aprimoramento. Esta transparência facilita a identificação e correção rápida de bugs, além de permitir uma constante evolução do software para responder a novos desafios e oportunidades.

A comunidade de usuários e desenvolvedores do Bitcoin também desempenha um papel vital na mitigação de riscos. A comunidade está sempre vigilante, monitorando a rede e o mercado para sinais de problemas. Esta vigilância coletiva, combinada com a capacidade de responder rapidamente a eventos inesperados, aumenta a capacidade do Bitcoin de se adaptar e resistir a choques.

Apesar dessas salvaguardas, é importante para os investidores e usuários do Bitcoin permanecerem conscientes do potencial de riscos desconhecidos.

Conclusões

O Bitcoin, como a primeira e mais proeminente criptomoeda, continua a navegar em águas inexploradas da inovação financeira. As críticas que enfrenta são tanto testemunhos de seu impacto disruptivo quanto desafios para sua maturidade e desenvolvimento contínuo.

A análise das nove críticas mais comuns revela um panorama complexo, onde os riscos e limitações existem lado a lado com avanços significativos e potencial de crescimento. A volatilidade, as preocupações com segurança, a capacidade de transação, o consumo de energia, a competição de novas criptomoedas, a falta de lastro físico, a possibilidade de regulamentação, o risco de diminuição do interesse e a incerteza de riscos desconhecidos são aspectos que moldam a jornada do Bitcoin.

No entanto, a resiliência inerente à sua rede descentralizada, a dedicação de uma comunidade global e a crescente integração em sistemas financeiros globais apontam para um futuro onde o Bitcoin pode não apenas persistir, mas também prosperar como uma faceta inovadora da economia digital global.

À medida que avançamos, o Bitcoin permanece um símbolo de inovação e liberdade econômica, com o potencial de redefinir o dinheiro e a riqueza na era digital.

#HODL


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